Startups: os dinossauros precisam olhar para o futuro

Por viamaster

Em novembro de 2018, observamos a falência da gigante Saraiva e, ao invés de uma autocrítica sobre a incapacidade de inovar, os executivos preferiram “colocar a culpa nas startups”. Não se engane, este fato não é um evento isolado e se a sua empresa for uma “gigante do mercado tradicional” pode ter certeza que existem diversas startups que ameaçam o seu negócio num curto espaço de tempo. Se esta situação te preocupa, as informações que irei passar podem te dar um norte, mas a solução ideal pode ser complexa.

Profissionais e empresas estão ficando defasados cada vez mais rápidos. As inovações aceleram a cada ano e isso obriga que todos acelerem o passo em direção às novas tendências para não ficarem no passado. Nenhuma empresa está imune ao fracasso.

Não existe empresa que dure para sempre e, antigamente, o efeito de um concorrente demorava para refletir (negativamente) numa grande corporação. Os novos concorrentes surgidos de startups crescem rapidamente e podem abalar, em curtíssimo tempo, uma empresa que domine o mercado. E isto mudo tudo, gerando problemas para uns e oportunidades para outros.

E o que seria possível fazer neste cenário? Vamos abordar 2 opções para uma reflexão que pode ser um pouco dolorosa, mas é fundamental para o futuro de qualquer empresa.

  1. Manter internamente um consistente programa de inovação redesenhando constantemente todos os processos ineficientes e melhorando a entrega de valor para maximizar a fidelização dos clientes.
  2. Criar a startup que irá matar o atual modelo de negócio da própria empresa.

A opção 1 é de longe a mais aceita pelas empresas pois não altera muito a região de conforto. A estratégia de ser mais eficiente de forma incremental e consistente pode realmente segurar a concorrência durante um tempo maior, mas também pode ainda não ser suficiente para conter a concorrência de novos players mais ágeis e mais imprevisíveis. As grandes empresas normalmente não possuem uma capacidade de pivotar o negócio num prazo razoável e as suas adaptações nunca serão suficientemente rápidas para enfrentar as startups. Então vejo que esta opção é fundamental, porém pode funcionar como um “comprimido para dor de cabeça” que alivia uma situação atual, mas não dá uma solução definitiva.

A opção 2 é certamente uma escolha difícil de ser digerida principalmente devido ao mindset dominante junto aos altos gestores das grandes empresas. Apesar deste caminho ser o mais difícil de ser iniciado, ele abre mais possibilidades para a completa reinvenção do negócio aumentando a probabilidade de continuidade da empresa num novo formato. Por isso, todo CEO (e/ou o concelho) de uma grande empresa que não tenha uma cultura voltada à inovação deveria priorizar a imersão dos seus diretores neste mundo das startups. Mudar o mindset da equipe é mais importante que olhar para certificações, pois o primeiro garante resultados mais impactantes (inovação disruptiva) e o segundo apenas uma possibilidade de melhoria sem entender a nova concorrência das startups.

O artigo completo sobre este tema pode ser encontrado neste link: https://www.linkedin.com/pulse/startups-nova-extin%C3%A7%C3%A3o-dos-dinossauros-helton-nogueira-uchoa/